🐶 Cachorro com queda de pelo: possíveis causas e quando se preocupar

A queda de pelo em cães pode fazer parte da renovação natural da pelagem, mas falhas, coceira, feridas ou mudanças repentinas também podem indicar parasitas, alergias, infecções, alterações hormonais e outros problemas de saúde.

8/10/2026

brown pomeranian wearing pink towel
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Encontrar pelos pela casa, nas roupas e no sofá faz parte da rotina de muitos tutores. Afinal, a pelagem do cachorro passa por ciclos de crescimento, repouso e renovação, e algumas raças soltam muito mais pelo do que outras.

O cuidado começa quando a quantidade muda de repente ou surgem áreas ralas, falhas bem definidas, pele avermelhada, crostas, mau cheiro ou coceira. A perda anormal de pelos é chamada de alopecia e não representa uma doença específica: ela é um sinal que pode ter várias causas. 🔎

🔄 Queda natural ou alopecia: qual é a diferença?

Na troca natural, os pelos antigos caem enquanto novos fios crescem, sem deixar regiões realmente carecas. A intensidade varia conforme a raça, o tipo de pelagem, a temperatura, a exposição à luz e a época do ano. Cães que vivem dentro de casa podem soltar pelos de forma mais constante ao longo dos meses.

Na alopecia, a pelagem fica visivelmente mais fina ou desaparece em pontos isolados, áreas simétricas ou regiões maiores do corpo. A pele também pode apresentar descamação, escurecimento, inflamação ou feridas. Observar o padrão ajuda o veterinário, mas a aparência sozinha raramente confirma a causa.

🍂 1. Troca natural da pelagem

A renovação do pelo pode aumentar em determinadas épocas, especialmente nos cães com subpelo. Se a pele estiver saudável, sem falhas, coceira ou lesões, o aumento pode ser apenas uma fase normal. Escovação adequada ajuda a remover os fios soltos, mas não deve arrancar pelos presos nem machucar a pele.

🪲 2. Pulgas, ácaros e outros parasitas

Pulgas podem causar coceira e perda de pelo pela lambedura e pelas mordidas repetidas, principalmente perto da base da cauda e nas coxas. Ácaros associados às sarnas também provocam falhas, crostas e inflamação. Nem sempre o parasita fica visível, por isso não encontrá-lo não descarta o problema.

🌿 3. Alergias ambientais, alimentares ou de contato

Pólen, ácaros da poeira, mofo, picadas de pulga e alguns componentes da alimentação podem desencadear alergias. O cachorro costuma se coçar, lamber as patas ou esfregar o rosto, quebrando e removendo os fios. Produtos de limpeza, perfumes e shampoos inadequados também podem irritar áreas que tiveram contato direto.

🦠 4. Infecções bacterianas ou por leveduras

Bactérias e leveduras podem se multiplicar quando a barreira da pele está fragilizada por alergias, umidade, parasitas ou pequenos machucados. Além da queda de pelo, podem surgir vermelhidão, bolinhas, crostas, oleosidade, secreção e odor forte. Muitas vezes, a infecção é uma complicação de outro problema que também precisa ser controlado.

🍄 5. Micose ou dermatofitose

A dermatofitose é uma infecção causada por fungos que pode produzir áreas de pelo quebrado, falhas, descamação e crostas. As lesões nem sempre formam círculos perfeitos e podem ou não coçar. Como alguns fungos podem passar para outros animais e pessoas, o diagnóstico e as orientações de higiene são importantes.

🧬 6. Alterações hormonais

Hipotireoidismo e síndrome de Cushing estão entre as doenças hormonais que podem afetar a pelagem. A perda tende a ser gradual, pouco pruriginosa e relativamente simétrica, especialmente no tronco. Pele fina ou escurecida, dificuldade de o pelo crescer novamente, cansaço, aumento da sede, fome ou peso reforçam a necessidade de investigação.

🍽️ 7. Alimentação inadequada ou deficiências nutricionais

Proteínas, ácidos graxos, vitaminas e minerais participam da formação da pele e do pelo. Dietas caseiras sem formulação profissional, restrições desequilibradas e doenças que prejudicam a absorção podem afetar a pelagem. Em cães que recebem um alimento completo e adequado, porém, suplementar nutrientes por conta própria raramente resolve a causa e pode trazer riscos.

😟 8. Estresse, ansiedade e lambedura excessiva

Alguns cães lambem ou mordem repetidamente uma região diante de tédio, ansiedade, mudanças na rotina ou desconforto emocional. O atrito quebra os fios e pode criar feridas. Antes de considerar a causa apenas comportamental, é essencial descartar dor, alergias, parasitas e infecções, que também provocam a mesma lambedura insistente.

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🦮 9. Atrito, pressão e cuidados inadequados

Coleiras apertadas, peitorais mal ajustados, nós na pelagem e fricção constante podem causar falhas localizadas. Tosar rente demais, escovar com força ou usar produtos impróprios também irrita a pele. Nos pontos de apoio, como cotovelos, a pressão repetida pode reduzir os pelos e formar calos, principalmente em cães grandes.

🧫 10. Alterações do ciclo do pelo e predisposição genética

Algumas raças apresentam doenças hereditárias dos folículos ou padrões específicos de alopecia. A pelagem também pode entrar temporariamente em fase de repouso depois de febre, doença grave, gestação ou lactação, fazendo os fios caírem semanas depois. O histórico, a idade e a distribuição das falhas ajudam a separar essas possibilidades de causas mais comuns.

📍 O formato da queda de pelo ajuda a identificar a causa?

O padrão oferece pistas. Falhas acompanhadas de muita coceira sugerem com mais frequência parasitas, alergias ou infecções. Áreas circulares e descamativas podem ocorrer em micoses, enquanto a perda simétrica no tronco, com pouca coceira, pode levantar suspeita de alterações hormonais.

Essas pistas não fecham o diagnóstico. Uma alergia pode favorecer uma infecção secundária, o ato de se coçar pode mudar o formato das lesões e doenças diferentes podem parecer iguais. Fotografar a evolução e observar onde o problema começou ajuda mais do que tentar adivinhar apenas pela aparência.

⚠️ Quando a queda de pelo precisa de atendimento veterinário?

Marque uma avaliação quando houver falhas visíveis, aumento repentino da queda, coceira persistente, pele vermelha, escura ou dolorida, crostas, descamação, secreção ou mau cheiro. A consulta também é indicada se o pelo não voltar a crescer após uma tosa ou se as áreas afetadas estiverem aumentando.

Procure atendimento mais rapidamente quando as alterações vierem acompanhadas de apatia, perda de peso, aumento importante da sede ou da urina, fome excessiva, febre ou feridas profundas. Inchaço no rosto, dificuldade para respirar, fraqueza ou desmaio são sinais de emergência e não devem ser tratados em casa. 🚨

🩺 Como o veterinário investiga a perda de pelo?

A investigação começa com o histórico e o exame completo da pele. O veterinário considera a presença de coceira, a distribuição das falhas, a alimentação, o controle de parasitas, os banhos, os medicamentos usados e a saúde geral do cachorro. Também pode examinar os pelos para saber se caíram pela raiz ou se foram quebrados.

Dependendo do caso, podem ser realizados pente para pulgas, raspado de pele, citologia, cultura ou teste para fungos. Exames de sangue e testes hormonais ajudam quando há suspeita de hipotireoidismo, Cushing ou doença sistêmica. Casos persistentes ou incomuns podem exigir biópsia e avaliação com dermatologista veterinário.

🚫 O que não fazer por conta própria?

Evite usar pomadas humanas, corticoides, antibióticos, antifúngicos ou shampoos medicamentosos sem orientação. Esses produtos podem irritar a pele, mascarar sinais e dificultar o diagnóstico. Receitas com vinagre, álcool ou óleos essenciais também não são tratamentos seguros e podem causar intoxicação quando o animal lambe a região.

Não aplique antiparasitários sem conferir espécie, peso e modo de uso. Também não troque a alimentação repetidamente nem ofereça biotina, vitaminas ou outros suplementos como tentativa. Até a consulta, mantenha a pele seca, impeça que o cão machuque ainda mais a área e lave camas e mantas normalmente, sem produtos agressivos.

🌱 O pelo do cachorro volta a crescer?

Na maioria dos casos, a pelagem pode voltar a crescer quando a causa é identificada e controlada, desde que os folículos não tenham sido destruídos. O tempo varia conforme o problema, a região afetada e o ciclo do pelo, por isso a melhora da pele pode acontecer antes de a falha desaparecer completamente.

Quando existe uma alteração genética, cicatriz profunda ou dano permanente ao folículo, o crescimento pode ser parcial. Seguir o tratamento até o final e comparecer às reavaliações é importante, mesmo que a coceira ou a vermelhidão melhore rapidamente.

❤️ Observar a pele ajuda a proteger a saúde do cachorro

Nem todo pelo no sofá significa doença, mas falhas, lesões e mudanças repentinas merecem atenção. Olhar a pele durante a escovação e perceber alterações no comportamento permite buscar ajuda antes que o desconforto e as infecções se agravem.

Seu cachorro solta pelo o ano inteiro ou apenas em determinadas épocas? Conte para a gente e compartilhe este artigo com outros tutores! 🐾

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